Papa: somente a fraternidade pode garantir uma paz duradoura

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03 de abril de 2018

O dia de hoje é um dia de festa a ser vivido habitualmente com a família. A segunda após a Páscoa é chamado “Segunda-feira do Anjo”, segundo uma tradição muito bonita que corresponde às fontes bíblicas da Ressurreição. Foi o que disse o Papa Francisco no Regina Caeli ao meio-dia, explicando o sentido e o significado desta segunda-feira após o domingo de Páscoa.

 

Fraternidade possa tornar-se nosso estilo de vida

De fato, os Evangelhos narram que, quando as mulheres foram ao Sepulcro, encontraram-no aberto. Elas temiam não poder entrar porque este estava fechado com uma grande pedra. Ao invés, estava aberto; e uma voz que vinha de dentro do sepulcro disse-lhes que Jesus não estava ali, mas ressuscitou, destacou o Papa.

 

Primeiro anúncio da Ressurreição foi dado pelos anjos

Pela primeira vez foram pronunciadas as palavras “Ressuscitou”. Os evangelistas – prosseguiu o Santo Padre – nos referem que este primeiro anúncio foi dado pelos anjos, ou seja, mensageiros de Deus. Há um significado nesta presença angélica – prosseguiu Francisco: como a Encarnação do Verbo foi anunciada por um anjo, Gabriel, assim para anunciar pela primeira vez a Ressurreição não bastava uma palavra humana.

Era necessário um ser superior para comunicar uma realidade tão inédita, tão incrível, que talvez nenhum homem teria ousado pronunciá-la. Após este primeiro anúncio, a comunidade dos discípulos começou a repetir: “Verdadeiramente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão (Lc 24,34), mas o primeiro anúncio exigia uma inteligência superior à inteligência humana.

 

A fraternidade é o fruto da Páscoa de Cristo

Explicitando ainda o sentido celebrativo desta segunda-feira, o Pontífice explicou:

“Após ter celebrado a Páscoa se sente a necessidade de reunir-se mais uma vez com os familiares e com os amigos para fazer festa. Porque a fraternidade é o fruto da Páscoa de Cristo que, com a sua morte e ressurreição, derrotou o pecado que separava o homem de Deus, de si mesmo e de seus irmãos.”

Jesus abateu o muro de divisão entre os homens e restabeleceu a paz, começando a tecer a rede de uma nova fraternidade. É muito importante neste nosso tempo redescobrir a fraternidade, assim como era vivida nas primeira comunidades cristãs, acrescentou.

 

Sem fraternidade há somente indivíduos movidos pelos próprios interesses

“Não pode haver verdadeira comunhão e um compromisso em favor do bem comum e da justiça social sem a fraternidade e partilha. Sem partilha fraterna não se pode realizar uma autêntica comunidade eclesial ou civil: há somente um conjunto de indivíduos movidos pelos próprios interesses.”

A Páscoa de Cristo fez explodir no mundo a novidade do diálogo e da relação,  novidade que para os cristãos se tornou uma responsabilidade. De fato Jesus disse: “Disso saberão que sois meus discípulos: se amarem uns aos outros” (Jo 13,35).

 

Cuidar dos mais frágeis e marginalizados

“Eis o motivo porque não podemos fechar-nos em nosso privado, em nosso grupo, mas somos chamados a ocupar-nos do bem comum, a cuidar dos irmãos, especialmente dos mais frágeis e marginalizados. Somente a fraternidade pode garantir uma paz duradoura, derrotar as pobrezas, superar as tensões e as guerras, extirpar a corrupção e a criminalidade.”

Que a fraternidade e a comunhão posam tornar-se nosso estilo de vida e alma de nossas relações, disse ainda Francisco, renovando seu apelo a fim de que as pessoas sequestradas ou injustamente privadas da liberdade sejam libertadas e possam voltar para suas casas.

 

Oitava da Páscoa, prolongamento da alegria da Ressurreição de Cristo

Antes de despedir-se dos fiéis e peregrinos presentes na Praça São Pedro, o Pontífice fez votos a cada um que transcorra serenamente estes dias da Oitava da Páscoa, em que se prolonga a alegria da Ressurreição de Cristo.

“Aproveitem cada boa ocasião para ser testemunhas da paz do Senhor ressuscitado especialmente em relação às pessoas mais frágeis e menos favorecidas”, exortou o Papa, assegurando uma oração especial pelo Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado este 2 de abril.

"Invoquemos o dom da paz para o mundo inteiro, especialmente para as populações que mais sofrem por causa dos conflitos em andamento", exortou ainda Francisco.

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Que Deus converta os corações dos terroristas

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29 de mai de 2017

Após a oração do Regina Coeli, o Papa Francisco recordou o atentado perpetrado na última sexta-feira (26/05), no Egito, contra os cristãos coptas que iam de ônibus ao Mosteiro de São Samuel.

“Manifesto novamente a minha proximidade ao querido irmão, Papa Tawadros II, e a toda nação egípcia, que dois dias atrás sofreu outro ataque feroz de violência. As vítimas, dentre as quais crianças, são fiéis que iam ao santuário para rezar e foram mortas depois de se recusarem a renegar sua fé cristã. Que Deus acolha na paz estas testemunhas corajosas, esses mártires, e converta os corações dos terroristas.”

O Pontífice recordou também o atentado perpetrado na última segunda-feira em Manchester, na Inglaterra. 

“Rezamos também pelas vítimas do atentado horrível de segunda-feira passada, em Manchester, onde muitas vidas jovens foram ceifadas cruelmente. Estou próximo aos familiares e a todos aqueles que choram por causa dessas mortes.” 

O Papa lembrou também que neste domingo se celebra o Dia Mundial das Comunicações Sociais sobre o tema “Não tenhas medo, que Eu estou contigo. Comunicar esperança e confiança no nosso tempo”.  

“Os meios de comunicação social oferecem a possibilidade de partilhar e difundir instantaneamente as notícias de forma generalizada. Estas notícias podem ser boas ou ruins, verdadeiras ou falsas. Rezemos para que a comunicação, em todas as suas formas, seja realmente construtiva, a serviço da verdade, repudiando preconceitos, e difundindo esperança e confiança em nosso tempo.”

A seguir, o Papa saudou também os grupos de folclore bávaros que vieram a Roma para a grande parada no centenário da festa da Padroeira da Baviera, e os fiéis poloneses que participaram da peregrinação ao Santuário de Piekary. 

Francisco saudou também os Missionários Combonianos que celebram 150 anos de fundação, e incentivou as associações de voluntariado que promovem a doação de órgãos, “ato nobre e digno de apreço”.  

Saudou também os trabalhadores da TV Mediaset Roma, desejando que “a sua situação de trabalho possa se resolver, tendo como finalidade o bem verdadeiro da empresa, não limitando-se somente ao lucro, mas respeitando os direitos de todas as pessoas envolvidas. Primeiro, o direito ao trabalho”.

Por fim, o Papa saudou e agradeceu aos cidadãos de Gênova por tê-lo acolhido com afeto em sua visita, no último sábado (27, a esta cidade. “Que o Senhor os abençoe abundantemente e que Nossa Senhora da Guarda os proteja”.  

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