Juventude é destaque da 40ª assembleia das igrejas do regional Sul 1

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29 de outubro de 2018

“Os jovens, a fé e o discernimento vocacional” foi o tema da 40ª edição da Assembleia das Igrejas Particulares do Regional Sul 1 da CNBB, que compreende as arquidioceses e dioceses do Estado de São Paulo, ocorrida entre os dias 19 e 21. 

Realizado em Itaici, no município de Indaiatuba (SP), o evento esteve em sintonia com a 15ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos sobre a juventude, que acontece em Roma. 

Os mais de 300 participantes, entre bispos, padres coordenadores de pastoral, assessores do Setor Juventude e jovens representantes de cada diocese, contaram com as assessorias do Padre Antônio Ramos do Prado, Assessor Nacional da Comissão Episcopal para a Juventude da CNBB, do Padre Reginaldo Martins da Silva, Assessor do Setor Juventude no Regional Sul 1, e do Padre João Carlos Almeida (Joãozinho).

Padre Antônio apresentou a contribuição dos jovens para o instrumento de trabalho sinodal e as etapas de realização do Sínodo dos Bispos. Ele também falou sobre alguns dos trabalhos da Pastoral Juvenil da Igreja no Brasil, como o Projeto “Ide!”, para o triênio 2018-2020, com o objetivo de dar continuidade às iniciativas do Rota 300. “O ‘Ide!’ pretende desenvolver os eixos da missão, formação e estruturas de acompanhamento, e ainda, a ecologia e políticas públicas, favorecendo a capacitação daqueles que trabalham com os jovens e adolescentes dentro da Pastoral Juvenil, e despertar o espírito missionário do ser cristão”, esclareceu.

O “Painel das Juventudes” contou com representantes da Pastoral da Juventude (PJ), do Ministério Jovem da Renovação Carismática Católica (RCC), das Novas Comunidades, dos Jovens Conectados, do Movimento Focolares, da Milícia da Imaculada, de Grupos de Jovens e participantes da preparação do Sínodo dos Bispos sobre a juventude. 

Na última sessão da Assembleia, foi exibido um vídeo do jovem Lucas Galhardo, que participa do Sínodo, em Roma, representando os jovens brasileiros. 

“Continuemos o processo de motivação de nossa juventude, expandindo o que foi discutido e apresentado durante a Assembleia para as arquidioceses e dioceses no Estado de São Paulo”, disse o Presidente do Regional Sul 1, Dom Pedro Luiz Stringhini, na conclusão do encontro.
 

MISSÕES

Por ocasião do Dia Mundial das Missões e da Obra Pontifícia da Infância Missionária, celebrado no domingo, 21, os participantes da Assembleia das Igrejas Particulares tiveram a oportunidade de fazer um gesto concreto por meio de doações que serão revertidas para as atividades missionárias desenvolvidas pelo Regional na Diocese de Pemba, em Moçambique, na África. 

Os trabalhos da Comissão Missionária e Cooperação Intereclesial, em Pemba e na Amazônia, foram apresentados pelo Bispo referencial, Dom José Luiz Bertanha, com a presença de Dom Luiz Fernando Lisboa, Bispo de Pemba, e do Padre Everton Aparecido da Silva, Assessor do Conselho Missionário Regional (Comire).

(Com informações do Regional Sul 1 da CNBB)
 

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Em assembleia, paróquias buscam ver o rosto da igreja em São Paulo

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23 de outubro de 2018

Começam a ser realizadas as assembleias paroquiais do sínodo arquidiocesano de São Paulo. Nesta edição, O SÃO PAULO apresenta os detalhes sobre os objetivos e metodologia das assembleias a partir do Regulamento e do Instrumento de Trabalho elaborados pela Comissão de Coordenação Geral do sínodo. Esses documentos, bem como outros subsídios e materiais, estão disponíveis no site da arquidiocese. Confira. 

 

CONVOCAÇÃO 

A assembleia será convocada pelo Pároco ou Administrador Paroquial, que também a presidirá, após prepará-la com a colaboração da Comissão Paroquial do sínodo. 

 

PARTICIPANTES

  Vigários Paroquiais, Sacerdotes e Diáconos que exercem o ministério na paróquia;

​​​​​​  Todos os membros do Conselho de Pastoral Paroquial;

  Todos os membros do Conselho de Assuntos Econômicos;

  Seminaristas que atuam na paróquia;

  Três representantes de cada grupo de reflexão sinodal, formado a partir das pastorais, serviços, movimentos, associações de fiéis e novas comunidades, presentes na paróquia;

  Três representantes de cada outro grupo de reflexão sinodal constituído para analisar o caminho sinodal na paróquia;

  Dois representantes de cada instituto de vida consagrada e sociedade de vida apostólica presentes na paróquia;

   Dez fieis escolhidos livremente pelo Pároco ou Administrador Paroquial, sendo a metade deles constituída por jovens.



1ª SESSÃO/ VER E ESCUTAR A REALIDADE

OBJETIVO

“Alongar mais o olhar e abrir os ouvidos para a realidade religiosa, pastoral e evangelizadora da paróquia”, por meio da apresentação das sínteses de cada uma das sete reuniões mensais e dos dois levantamentos paroquiais. 

COMO

  Apresentação das sínteses de cada uma das sete reuniões mensais

  Apresentação do resultado da pesquisa de campo na paróquia

  Apresentação do resultado do levantamento objetivo da vida e dos serviços paroquiais;

  Reflexão sobre o conteúdo das sínteses pelo Pároco ou Assessor; 

  Participação de oradores inscritos com o tempo delimitado de três minutos para cada intervenção.

 

2ª SESSÃO ESCUTAR/ DISCERNIR E PROPOR

OBJETIVO

Discernimento, à luz do Evangelho, sobre a realidade religiosa, evangelizadora e pastoral da paróquia e a elaboração de propostas para a renovação da vida e a missão da Igreja na paróquia nas suas diversas dimensões essenciais: liturgia e celebração; anúncio; catequese e formação; caridade pastoral; e testemunho de fé, esperança e caridade; 

COMO

   Apresentação da síntese elaborada pela Secretaria/Comissão Paroquial a partir das exposições e contribuições feitas na primeira sessão

   Organização de grupos de trabalho (de oito a dez pessoas) para aprofundar a reflexão e formular indicações, sugestões e propostas para alcançar os objetivos do tema e do lema do sínodo: promover “a comunhão, a conversão e a renovação pastoral e missionária” da paróquia e da Arquidiocese; 

   Apresentação em plenário das propostas e indicações dos grupos; 

   Comentário do Pároco ou Assessor e comentários suplementares do plenário.


 3ª SESSÃO DISCERNIR/ PROPOR E CELEBRAR

OBJETIVO

Apresentar as propostas, refletir sobre elas para um maior consenso e celebrar o exercício da comunhão e da corresponsabilidade, a pertença a uma comunidade eclesial e a graça de cooperar no processo de conversão e renovação da vida e da missão da Igreja. 

COMO

  Apresentação da síntese das reflexões e propostas dos grupos da segunda sessão

  Organização de grupos (de oito a dez pessoas) para refletir essa síntese da segunda sessão, ajustar, complementar e fazer nova síntese das propostas, juntando as que forem iguais ou semelhantes;

  Nova apresentação em plenário do trabalho dos grupos e últimas intervenções individuais

  Votação das propostas apresentadas em plenário, para obter um consenso geral sobre as propostas e indicações da assembleia paroquial do sínodo;

  Indicação de dois representantes da paróquia para a segunda etapa do sínodo arquidiocesano nas Regiões Episcopais em 2019

 

RELATÓRIOS

Os relatórios completos das assembleias paroquiais do sínodo deverão ser entregues ao Secretariado de Pastoral das respectivas regiões episcopais no prazo de 15 dias após a realização das assembleias e, no máximo, até o final da primeira semana de dezembro de 2018.

 

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Secretários paroquiais refletem sobre ações do sínodo

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05 de setembro de 2018

Em 29 de agosto, os secretários e as secretárias paroquiais se reuniram na Cúria da Região Episcopal Sé para refletir sobre os próximos encaminhamentos do sínodo arquidiocesano, com a assessoria do Padre José Arnaldo Juliano dos Santos, Teólogo-Perito do sínodo arquidiocesano de São Paulo.

O encontro iniciou com a acolhida e oração, conduzida pelo Padre Aparecido da Silva, Vigário Adjunto da Região Episcopal Sé.

Em seguida, Padre José Arnaldo falou sobre o Regulamento das Assembleias Paroquiais do sínodo, destacando que o pároco é quem preside os trabalhos sinodais e os prepara com a ajuda da Comissão Paroquial do sínodo e que a secretaria paroquial é um suporte para a Comissão Paroquial do sínodo.

O Assessor destacou também que os párocos responderão um questionário sobre a paróquia, contendo várias perguntas sobre as atividades pastorais, sacramentos, serviços paroquiais de modo geral e que a secretaria fornecerá os dados precisos aos párocos para responder o questionário.

Padre José Arnaldo deu dicas em relação ao sínodo arquidiocesano, destacando a importância de que todos estejam sempre informados sobre o sínodo pelo portal da Arquidiocese de São Paulo.

Dom Eduardo Vieira dos Santos, Bispo Auxiliar da Arquidiocese na Região Sé, conversou com os presentes e deu a bênção final.

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"A pureza cristã", tema da V Pregação da Quaresma do pe. Raniero Cantalamessa

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23 de março de 2018

O pregador oficial da Casa Pontifícia, frei Raniero Cantalamessa, fez na manhã desta sexta-feira (23/03) na Capela Redemptoris Mater, no Vaticano, sua quinta e última pregação da Quaresma.

Partindo do tema “Revesti-vos do Senhor Jesus Cristo”, o capuchinho refletiu sobre a “santidade cristã no discurso do apóstolo São Paulo”.

Cantalamessa dividiu sua pregação quaresmal, com base na “pureza cristã”, em quatro pontos: “pureza, beleza e amor ao próximo”, “pureza e renovação” e “puros de coração”.

Comentando o discurso de São Paulo aos Romanos, que diz: "Despojemo-nos das obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz", o pregador da Casa Pontifícia citou Santo Agostinho, que, nas suas nas Confissões, fala da importância desta passagem para a sua conversão pessoal. De fato, ele já havia quase alcançado a completa adesão à fé, mas tinha medo de não ser capaz de viver casto. Como sabemos, ele vivia com uma mulher sem ser casado.

Ao abrir ao acaso as páginas das Cartas de São Paulo, debateu-se precisamente com a frase que o pregador pontifício propõe para hoje “usar as armas da luz, como vontade de Deus. Assim, uma luz brilhou dentro dele e iluminou suas trevas.

Desta forma, Paulo estabelece uma ligação muito estreita entre pureza e santidade, entre pureza e Espírito Santo.

Mas, em outra Carta, Paulo fala do “fruto do Espírito que é amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, autodomínio", mas também das “obras da carne” ou desordem sexual.

Logo, diante das duas atitudes opostas “virtude e vício”, “pureza e impureza” devemos “revestir-nos do Senhor Jesus Cristo”, pois somos templos do Espírito Santo". O nosso corpo está destinado à ressurreição e à glorificação de Deus. Na nova luz, que emerge do mistério pascal, o ideal da pureza cristã ocupa um lugar privilegiado: é beleza, caridade, arma da luz, amor ao próximo, serviço aos irmãos.

Segundo as origens cristãs, a Igreja adotou como principais instrumentos o anúncio da Palavra e o testemunho de vida; o amor fraterno e a pureza dos costumes.

Ao concluir sua pregação quaresmal, Frei Cantalamessa fez uma comparação entre as origens cristãs e os nossos dias, em relação à pureza. Vivemos em uma sociedade que, em termos de costumes, está mergulhada no paganismo e na idolatria do sexo. Famílias inteiras são destruídas.

Diante desta situação, o que Deus quer de nós cristãos? Ele nos convida a fazer a "beleza" da vida cristã brilhar novamente diante dos olhos do mundo, a lutar pela pureza. O Espírito Santo nos chama hoje a testemunhar ao mundo a inocência original, a nostalgia da inocência e da simplicidade. Enfim, a "usar as armas da luz". Jesus dizia: "Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus". 

(Tradução de Thácio Siqueira)

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A obediência a Deus na vida cristã

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16 de março de 2018

Frei Cantalamessa inicia a sua meditação recordando que “Devemos ir à descoberta da obediência ‘essencial’, a partir da qual surgem todas as obediências particulares, inclusive aquela às autoridades civis”. De fato, “há uma obediência que diz respeito a todos - superiores e súditos, religiosos e leigos - , que é a mais importante de todas, que governa e vivifica todas as outras, e esta obediência não é a obediência do homem ao homem, mas a obediência do homem a Deus”. A obediência a Deus é o fio do alto: tudo é construído sobre ela, mas ela não pode ser esquecida nem mesmo após a conclusão da construção”.

Em seguida fala sobre a obediência a Cristo, dizendo que “é relativamente simples descobrir a natureza e a origem da obediência cristã: basta ver com base em qual concepção da obediência Jesus é definido, pela Escritura, ‘o obediente’. A obediência recobre toda a vida de Jesus. A grandeza da obediência de Jesus é medida objetivamente "pelas coisas que sofreu" e subjetivamente pelo amor e pela liberdade com que ele obedeceu”.

Frei Cantalamessa continua falando sobre a obediência como graça, ou seja, o batismo. Porque “pelo batismo, todos os cristãos são ‘votados’ à obediência, fizeram, em certo sentido, ‘voto’. A redescoberta deste dado comum, fundado no batismo, atende uma necessidade vital dos leigos na Igreja.

Devemos recordar sempre – continua Cantalamessa –a obediência como um ‘dever’: a imitação de Cristo.

Jesus aceitou a obediência externa e se sujeitou aos homens, mas, ao fazê-lo assim, não negou, mas realizou a obediência ao Pai. Precisamente isso, de fato, o Pai queria. Obedecer apenas quando o que o superior diz corresponde exatamente às nossas idéias e às nossas escolhas, não é obedecer a Deus, mas a nós mesmos; não é fazer a vontade de Deus, mas a própria vontade.

Finaliza afirmando que a obediência é aberta a todos . A obediência a Deus é a obediência que sempre podemos fazer. Quanto mais alguém obedece, mais as ordens de Deus se multiplicam, porque ele sabe que este é o dom mais lindo que pode fazer, aquele que fez ao seu amado Filho Jesus. Qualquer coisa que eu decida fazer, regulando-me com os critérios comuns de discernimento, será obediência a Deus. É dessa forma que se entregam as rédeas da vida a Deus!

 

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‘Não se pode santificar seu clero se não se estiver próximo a ele’

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08 de junho de 2017

O Papa Francisco devotou seu discurso para a Assembleia Plenária da Congregação para o Clero, reunida na quinta-feira, dia 1º, à reflexão sobre os jovens sacerdotes e ao acompanhamento feito pelos bispos àqueles que estão iniciando seu ministério em meio ao entusiasmo dos primeiros  projetos e os medos e responsabilidades do labor apostólico.

Voltando-se aos bispos, o Papa indagou como cada um deles vem tratando as jovens vocações: “é importante para  os jovens sacerdotes ter  padres mais velhos e bispos encorajando-os, e não só esperando por eles pela necessidade de preencher buracos vazios. Não preencham esses buracos com pessoas que não foram chamadas pelo Senhor. Testem a vocação desses rapazes. Acolher pessoas só porque estamos em necessidade é hipotecar a Igreja!”, afirmou o Papa.

Logo após, Francisco recomendou aos bispos proximidade com o seu clero: “Não deixem seus padres sozinhos. Proximidade! Um padre solitário pode cair em duas tentações: a da rigidez e a de se perder, e desistir de tudo. Não se é possível governar uma diocese sem essa proximidade, não se pode fazer crescer e santificar o seu clero, se não se está próximo dele com solicitude paternal”.

Além da proximidade, o Papa recomenda uma oração incansável como solução para a vida sacerdotal: “Orai sem cessar, porque só podemos ser pescadores de homens, se antes reconhercermo-nos como pescados pela ternura de Deus. Se não estamos intimamente ligados a Ele, nossa pesca não pode ter sucesso”. Francisco adicionou, ainda, que, mesmo que a vida pastoral seja um tanto desorganizada e até mesmo cruel, o padre deve encontrar algum tempo durante o dia para se colocar diante do sacrário.

Por fim, o Romano Pontífice sublinhou qual é a essência do sacerdócio: “A vida presbiteral não pode ser um ofício burocrático ou um conjunto de práticas religiosas e litúrgicas que devem ser cumpridas. Ser sacerdote é viver para o Senhor e para os irmãos e irmãs, trazendo na própria carne as alegrias e angústias do povo, gastando tempo para curar as feridas dos outros. é partilhar o coração, não somente como um amigo, mas como alguém que participa concretamente das vicissitudes de suas vidas”.

(Com informações do Vatican Insider)

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